sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tem dias.

Tem dias que, como diz a canção:
Que a gente se sente como quem partiu ou morreu...
Tem dias que parece que tudo é sem sentido,
Que pra nós tudo é mais difícil.
Tem dias que más notícias chegam
Que abalam o mais profundo.
Tem dias que parecem que não existem hinos ou palavras
Que traduzam o que sentimos.
Tem dias que parecem tão iguais
Que dá vontade de nem levantar da cama.
Tem dias em que a alma está tão amarga
Que tudo que cai no paladar não tem gosto.
Tem dias, ao ouvir meu coração,
Que ouço silêncio intrínseco à pedidos de respostas.
E são tantos dias como estes,
Que ao ouvir os que dizem sempre estarem firmes e felizes,
Satisfeitos e produzindo,
Abençoados (no sentido físico das coisas), santos e completos,
Que pergunto-me se são estes, super humanos, super firmes, super crentes,
E encontro-me tão simplesmente humana, tão simplesmente simples...
E ouço o silvo breve e suave lá na caverna de Elias, onde ele abateu-se em espírito, mesmo sendo tão super...
Ouço as lamentações consistentes de Jeremias, que reconhecia as injúrias do povo escolhido.
Vejo Pedro sendo repreendido e depois de alguns dias sendo reerguido pelas palavras do Senhor.
Sinto Ana, que não comia, não estava feliz, mesmo recebendo maiores porções de seu marido, lamentado-se e chorando diante do altar de Deus.
Leio sobre tantos homens mais reais que eu mesma, provando-me que não sou apenas eu que sou ´bichinho de Jacó`.
Há esperança, há fôlego, há saída, há música, há, acima de tudo, em meu Deus, compreensão.



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